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Coreia do Norte contatou embaixada do Brasil sobre retirada

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O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou nesta sexta-feira que os representantes diplomáticos da embaixada brasileira em Pyongyang, na Coreia do Norte, foram contatados pelo governo local sobre uma possível retirada dos funcionários em razão da crescente possibilidade de um conflito na península coreana. 

De acordo com o Itamaraty, o governo norte-coreano ofereceu hoje a todas as representações diplomáticas presentes no país facilidades logísticas para a retirada dos funcionários das embaixadas e que os países interessados em remover seus diplomatas devem enviar uma comunicação até o dia 10 de abril. A chancelaria brasileira informou que repassou a informação ao governo e frisou que a situação ainda está sento analisada e não há uma decisão oficial. 

Em situação de emergência, o Itamaraty informou que a Embaixada do Brasil na Coreia do Norte, que foi aberta em 2009, pode passar a desempenhar as atividades em Dandong, na China, que fica a quatro horas (por terra) do território norte-coreano. A Embaixada do Brasil também possui um abrigo subterrâneo e gerador próprio.

A Embaixada do Brasil em Pyongyang, capital da Coreia do Norte, informou ao Itamaraty que os brasileiros que vivem no país são a mulher do embaixador da Palestina e a filha caçula, assim como o embaixador do Brasil e a família dele - mulher e filho - além de um funcionário administrativo.

Na quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, ressaltou a preocupação do governo brasileiro com a possibilidade de conflito nuclear na Península Coreana. "O que nós esperamos é que essa retórica se revele nada mais do que retórica e não desencadeie um conflito armado", disse ele, na audiência pública na Comissão de Relações Exteriores, no Senado.

No último dia 31, a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), da qual faz parte o Brasil, emitiu nota expressando preocupação com a possibilidade de uma guerra nuclear entre as duas Coreias. No texto, os governos defenderam a preservação da paz e da segurança, apelando pelo diálogo como meio adequado para pôr fim às diferenças.

As relações comerciais entre o Brasil e a Coreia do Norte são consideradas modestas pelas autoridades brasileiras. Mas há informações de que existem empresários brasileiros interessados em estabelecer relações econômicas e comerciais com o país. Em 2008, o intercâmbio comercial chegou a US$ 375 milhões.

As tensões na região continuaram em alta nesta sexta-feira com a divulgação, por parte do governo sul-coreano, de que o Norte tinha carregado dois mísseis em plataformas de lançamento. Em contrapartida, tropas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos continuam realizando exercícios militares conjuntos em preparação para o eventual conflito.