Grande protesto de estudantes no Chile termina com confronto e 60 detidos

Cerca de 4 mil estudantes chileno, entre universitários e alunos do ensino médio, participaram do primeiro grande protesto do ano em Santiago, capital do país.

A manifestação foi organizada por alunos do sistema privado, que cobram uma ampla reforma educacional no país. Houve intensos confrontos entre os estudantes e as forças de segurança, que foram iniciados quando policiais ordenaram que a manifestação seguisse por uma outra via, seguindo o percurso previamente aprovado pelas autoridades. Segundo relatos, parte dos manifestantes, encapuzados, atiraram objetos contra os agentes, inclusive coquetéis molotov.

O intendente metropolitano Juan Antonio Peribonio condenou os atos de violência praticados por parte dos manifestantes:

"A Intendência está a favor das marchas, mas é contra a violência. Nada justifica os atos violentos dos encapuzados com coquetéis molotov contra os agentes, que só queriam garantir a segurança", argumentou.

Peribonio afirmou que a decisão da polícia de mander o trajeto estipulado anteriormente "não foi um capricho":

"Não é um capricho das autoridades. É nosso dever resguardar a ordem pública e defender a livre circulação nas ruas e avenidas que têm trânsito intenso", ressaltou.

Embora as informações oficiais estimem em 4 mil o número de participantes do ato público,  Assembleia Coordenadora de Estudantes do Ensino médio (Aces) e o Movimento de Estudantes de Educação Superior Privada (Mesup) afirmam que cerca de 20 mil pessoas estiveram presentes.