Papa Francisco recebe presidente argentina Cristina Kirchner

O Papa Francisco recebeu nesta segunda-feira (18) a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, na sua primeira audiência com um chefe de Estado. O encontro, que durou entre 15 e 20 minutos, foi informal, segundo o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. 

Em seguida, Francisco, que é ex-arcebispo de Buenos Aires, almoçou com Cristina Kirchner na Casa Santa Marta, onde ficam os cardeais durante o conclave e onde ainda está hospedado o Papa. O Vaticano considerou o encontro como um "gesto de cortesia e afeto" para a chefe de Estado e o povo argentino.

A delegação argentina está composta pelo ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman; o presidente da Suprema Corte de Justiça, Ricardo Lorenzetti; o titular da Câmara dos Deputados, Julián Domínguez e o deputado Ricardo Alfonsín, além de representantes da Conferência Episcopal Argentina e de vários partidos políticos do país.

A presidenta Dilma Rousseff deverá se reunir com o papa amanhã (19),  depois da missa que inaugura o pontificado dele.

A expectativa é que chefes de Estado e governo de vários países compareçam à missa desta terça-feira. Além de Cristina e Dilma Rousseff, deverão estar na Itália para participar da missa os presidentes Sebastián Piñera (Chile), Rafael Correa (Equador) e Porfirio Pepe Lobo (Honduras). Os Estados Unidos e o Uruguai enviaram os vice-presidentes Joe Biden e Danilo Astori, respectivamente.

O papa Francisco foi eleito pelo conclave – assembleia de 115 cardeais com menos de 80 anos – no último dia 13. A escolha do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio foi apontada como uma surpresa. Desde que foi eleito, ele demonstra querer marcar o pontificado por atitudes que fogem às regras e protocolos conhecidos.

Francisco pediu que os fiéis rezassem por ele, antes de abençoá-los, no dia 13,. Ele abaixou a cabeça como quem pede a bênção. Ontem (17), após celebrar a missa na paróquia do Vaticano, o papa driblou os seguranças e cumprimentou fiéis. Ao mencionar um cardeal, foi logo avisando: “Não estou aqui fazendo propaganda do livro dele”.

Com Agência Brasil