'Pai' diz que modelo não planejava passar noite com Pistorius

Considerado um “segundo pai” por Reeva Steenkamp, Cecil Myers sente que poderia ter salvado a vida da modelo. Em entrevista ao jornal sul-africano City Press, Myers divulgou que Steenkamp não planejava passar a noite do dia 14 de fevereiro de 2013 na residência do velocista Oscar Pistorius – ela acabou morrendo.

Myers conta que recebeu uma mensagem de texto de Steenkamp entre as 10h e as 10h30 daquela noite. A modelo dizia que ficaria na casa do namorado pois já era muito tarde e ela estava “cansada demais” para voltar para casa.

Considerando a si mesmo como “superprotetor”, Myers relata que recomendava às duas filhas, Kim e Gina, e também a Reeva que todas enviassem SMSs caso não fossem passar a noite em suas respectivas casas.

Foi o que Steenkamp fez na noite em que acabou morta, vítima de tiros disparados por Pistorius. Acusado de homicídio, o velocista aguardará julgamento em liberdade após ter o pedido de fiança acatado na última sexta-feira. A defesa do atleta alega que ele atirou na direção do banheiro de sua casa, atingindo a namorada, pensando que se tratasse de um ladrão.

Myers não era pai de Steenkamp, mas era chamado pela própria modelo de “meu pai em Johannesburgo”. Ele e sua mulher chegaram a dividir um apartamento com a colega. Myers conheceu o verdadeiro pai de Reeva somente no enterro desta, realizado em Port Elizabeth na última terça-feira.

A morte ocorreu na residência de Pistorius, localizada em Pretoria. Na manhã seguinte, Cecil, além dos filhos Kim e David, dirigiram-se à Delegacia de Boschkop para identificar o corpo da modelo. Foi um “pesadelo”, conforme define o homem que se culpa e segue imaginando o que poderia ter feito para salvar a vida de Steenkamp. Myers ressalta que, se fosse por ele, nem Reeva, nem seus filhos, “nunca sairiam à noite sozinhos”.