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Relator da ONU diz que Marrocos tem que fazer mais para erradicar tortura 

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O Marrocos deve fazer mais para erradicar as práticas de tortura no país. A declaração é do relator especial das Nações Unidas sobre Tortura, Juan Méndez. Em comunicado, divulgado nesta segunda-feira, Méndez afirmou que o país do norte da África está vivenciando o nascimento de uma cultura de direitos humanos, e que a situação está melhor do que o quadro de décadas atrás, quando havia prisões secretas, desaparecimentos e outras violações. 

Mas segundo ele, ainda há relatos críveis de que prisioneiros no Marrocos estão sendo submetidos a pressões física e mental durante interrogatórios.

Méndez concedeu uma entrevista a jornalistas no fim de uma missão de oito dias ao Marrocos, que terminou no sábado. O especialista em direitos humanos contou que enquanto em casos de crimes normais, existem relatos de tratamento cruel, a prática de tortura parece ser mais associada a eventos como grandes manifestações, ou percepções de ameaças à segurança nacional ou em atos de terrorismo.

O relator da ONU afirmou que muitos juízes marroquinos e os promotores acabam descartando queixas de tortura e não investigam alegações.

Ele disse reconhecer as dificuldade devido ao grande fluxo de migrantes sem documentos no Marrocos, principalmente no norte do país.

Juan Méndez que se reuniu com autoridades e com a sociedade civil disse que lamentou o fato de não se encontrar com todos que pediram audiência com ele, especialmente as vítimas de alegações de violações.