Brasil repudia ataques a representações diplomáticas americanas 

O governo brasileiro condenou nesta quarta-feira os ataques contra representações diplomáticas e consulares americanas no Cairo e em Benghazi, que provocaram a morte do embaixador dos EUA na Líbia, Christopher Stevens, e de outros três funcionários.

Em nota, o Itamaraty diz que "o Brasil repudia veementemente os ataques e recorda a obrigação de todos os países de observarem o princípio da inviolabilidade das representações diplomáticas e consulares, como determinado pelas Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares, de 1961 e 1963, respectivamente".

"O governo brasileiro transmite às famílias dos diplomatas falecidos e ao povo e governo dos EUA sua solidariedade e condolências pela morte de funcionários a serviço de seu país", conclui a nota..

As primeiras informações são de que o embaixador  Stevens morreu asfixiado durante o incêndio ao consulado. O prédio da representação diplomática ficou destruído. O ataque foi uma reação que faz parte de uma onda de indignação que surgiu em alguns países muçulmanos após a circulação, pela internet, de trechos de um filme que supostamente insulta o profeta Maomé.

Informações preliminares indicam que o vídeo foi produzido por um californiano de 52 anos, chamado Sam Bacile, e promovido por um expatriado egípcio copta, uma etnia da região que prega o cristianismo. Os dois são descritos como tendo posturas críticas ao Islã. Um trailer do filme de baixo orçamento foi postado no YouTube, traduzido para o árabe.