Autoridade líbia diz que forças leais a Kadhafi mataram embaixador dos EUA

O vice-ministro do Interior da Líbia, Wanis al-Sharif, afirmou nesta quarta-feira que as forças leais ao ex-ditador Muamar Kadhafi estariam por trás da morte do embaixador norte-americano, Christopher Stevens, e de outros três funcionários do consulado dos EUA em Benghazi.   

Wanis al-Sharif disse que os homens que atacaram a representação diplomática americana, na noite desta terça-feira, incendiando o prédio, usaram granadas lançadas por foguetes. O embaixador teria morrido sufocado pela fumaça provocada pelo fogo.

"Havia granadas lançadas por foguetes, o que mostra que havia forças que exploravam isso. Eles são resquícios do antigo regime", ressaltou em entrevista à televisão Al Jazeera.

De acordo com informações preliminares, os manifestantes protestavam contra um vídeo produzido por um californiano de 52 anos, chamado Sam Bacile, e promovido por um expatriado egípcio copta, uma etnia da região que prega o cristianismo. Os dois são descritos como tendo posturas críticas ao Islã. Um trailer do filme de baixo orçamento foi postado no YouTube, traduzido para o árabe.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, condenou o ataque. "Os Estados Unidos lamentam qualquer esforço para denegrir crenças religiosas, mas me deixe ser clara: nunca há qualquer justificativa para atos violentos como esse", disse ela, em um comunicado.

A representação diplomática norte-americana na capital do Egito, Cairo, também foi atacada ontem. Os manifestantes alegaram também os insultos mostrados no filme como motivo da ação. No protesto, os manifestantes rasgaram a bandeira norte-americana, que estava a meio mastro em lembrança ao 11 de Setembro, e colocaram cartazes islâmicos no lugar.