Acnur opera com metade da capacidade em Damasco 

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) está preocupado com a escalada da violência armada em Alepo, a cidade mais populosa da Síria.

A representante da agência, Melissa Fleming, afirmou nesta terça-feira, em Genebra,  que "milhares de residentes estão buscando abrigo em escolas, mesquitas e edifícios públicos".

A insegurança é o que mais preocupa o escritório do Acnur em Alepo, que está doando colchões, cobertores e kits de cozinha para as famílias que saíram de casa.

Já em Damasco, capital síria, a agência está operando com 50% da sua capacidade, em um ambiente classificado como "extremamente perigoso".

Segundo Melissa Fleming, foi estabelecido um número especial de telefone para receber ligações de moradores da capital que temem por sua segurança. Nas conversas, refugiados da Somália e do Afeganistão parecem ser os mais preocupados e falam sobre serem alvos no conflito.

O Acnur afirma que 2 mil pessoas cruzaram a fronteira de Alepo para a Turquia nos últimos quatro dias. O país deve inaugurar mais dois campos com capacidade para 10 mil refugiados cada.

Outras nações vizinhas à Síria, como Jordânia, Líbano e Iraque, continuam recebendo milhares de pessoas. De acordo com o Acnur, é também crescente o número de sírios que buscam refúgio na Argélia.