Unesco condena morte de jornalistas no México 

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, condenou o assassinato de três jornalistas no México. Em nota, a diretora-geral da agência, Irina Bokova, disse que não deve haver impunidade.

Os três profissionais foram mortos num espaço de menos de uma semana, no estado de Veracruz.

Bokova pediu às autoridades mexicanas que ajam rapidamente para encontrar os autores dos assassinatos.

Os corpos do fotógrafo Gabriel Huge, que trabalhava para o jornal Notiver, e de Guillermo Luna Varela, do Veracruznews foram encontrados no último dia 3, dentro de sacos plásticos às margens do canal Boca del Rio. Os dois cadáveres foram achados exatamente no dia em que se comemora a Liberdade de Imprensa em todo o mundo.

Os dois teriam desaparecido, 24 horas antes, quando saíram para fazer uma reportagem sobre um acidente de trânsito.

Perto do local, foram achados ainda o corpo de um fotógrafo aposentado, Esteban Rodriguez, e de Iracema Becerra, companheira do jornalista Guillermo Luna.

A Unesco lembrou que poucos dias antes do crime, em 28 de abril, uma outra jornalista havia sido assassinada. Regina Martinez, repórter da revista Proceso foi encontrada morta na casa dela, na cidade de Xalapa, também em Veracruz. Regina escrevia sobre a atividade dos carteis de droga no México.

Em 18 meses, nove jornalistas já foram assassinados na mesma região do país. Para Irina Bokova, o estado de Veracruz está vivendo uma situação alarmante.