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Editorial do 'Le Monde' destaca presença popular nas eleições francesas 

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O principal jornal francês, Le Monde, publicou editorial comentando as eleições no país, em que o candidato de esquerda, François Hollande, do Partido Socialista (PS) venceu o atual presidente Nicolas Sarkozy, por uma pequena margem de votos (28.5% contra 27.1%) e levou a disputa para o segundo turno. A publicação também destacou o desempenho da candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, da Frente Nacionalista (FN), que conquistou cerca de 18% dos eleitores. 

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O periódico afirmou que o atual presidente foi maçante e não conseguiu seduzir o eleitorado. Além disso, ressaltou que os franceses não cederam ao desencantamento democrático, pois a ‘crise votou. Massivamente’. 

Para o jornal, as eleições presidenciais confirmaram sua posição de principal votação dentro do sistema institucional francês e é preciso vê-la como a melhor expressão da “presidencialização” do regime político. Ainda, disse que o regime presidencial foi reforçado pela concentração de poder implementada pelo "hiperativo" Nicolas Sarkozy durante seu mandato.

Além disso, afirmou que o povo enviou sua mensagem através dos votos na candidata de extrema-direita Marine Le Pen, sendo um histórico desempenho para a Frente Nacional (FN). A personalidade, as propostas e os conceitos da filha do fundador da FN conseguiram mobilizar as preocupações das classes trabalhadoras mais afetadas pela crise e tirar vantagem de um voto de protesto em busca de uma forte expressão. O vencedor do primeiro turno, o candidato do Partido Socialista (PS), François Hollande, confirmou a expectativa ao liderar o pleito. O jornal afirma que o Hollande também foi beneficiado por ser um "voto de protesto contra Sarkozy".

Na segunda-feira (23), mais uma campanha começa, disse domingo à noite, Nicolas Sarkozy. Para o segundo turno, os dois candidatos buscarão convencer os cidadãos seduzidos pelo discurso de protesto, especialmente o de Marine Le Pen. Segundo o jornal, a melhor maneira de ganhar eleitores é responder verdadeiramente as preocupações, e até mesmo a raiva, de seus eleitores.