Sarkozy sugere debates com tema econômico, social e internacional 

Hollande conclama franceses à mudança 

Brasília – O candidato à reeleição para a Presidência da França, Nicolas Sarkozy, apelou hoje (22) a uma união da direita e pediu três debates com seu adversário antes do segundo turno, que será realizado no dia 6 de maio. De acordo com as últimas projeções divulgadas, o atual presidente ficou com 25,8% dos votos no primeiro turno, atrás do socialista François Hollande, que deve ficar com 28,3%.

Sarkozy disse que os resultados da eleição são “um voto de crise”. É a primeira vez que um presidente candidato à reeleição não vence o primeiro turno. Ele sugeriu a organização de três debates antes da próxima ida dos eleitores às urnas: um sobre temas econômicos, um sobre temas sociais e outro sobre questões internacionais.

“O momento crucial chegou. O da confrontação de projetos e de escolha de personalidades. Está em causa a escolha de quem deverá proteger os franceses nos próximos cinco anos”, disse. “Apelo a todos os franceses que colocam o amor à pátria acima de todos os interesses partidários a juntarem-se a mim”, completou, deixando as portas abertas aos votos da extrema direita de Marine Le Pen, que deve obter quase 20% dos votos no primeiro turno.

Hollande, o mais votado, já tem confirmados os apoios de Jean-Luc Mélenchon, da Frente de Esquerda, que as pesquisas apontam como detentor de 11,7% dos votos nas eleições de hoje, e de Eva Joly, do Partido Ecologista, com 2%. Segundo ele, os resultados de hoje são a resposta ao “jogo da extrema direita que Sarkozy tem feito nos últimos meses” e sancionam o fim do mandato do atual presidente.

O socialista pediu uma vitória “à altura da história e do futuro da França”. “Sou o candidato de todas as forças de queiram abrir uma nova página, de todos os atores da sociedade que esperam o seu lugar, como os jovens. Sou o candidato da união para a mudança”, disse ele, agradecendo os apoios já recebidos para o segundo turno.

Hollande prometeu responder ao desemprego, à perda do poder de compra, à insegurança, à dívida e aos mais pobres. Ele falou em “preocupação” em relação aos quase 20% de votos recebidos pela Frente Nacional, partido de extrema direita, mas destacou a grande participação dos eleitores na votação.