A Guarda Costeira italiana encontrou mais cinco corpos durante as operações de busca pelos desaparecidos após o acidente com o cruzeiro Costa Concordia nas proximidades da ilha de Giglio, informa o jornal italiano La Repubblica. Com isso, sobe para 11 o número de vítimas fatais da tragédia.
O Costa Concordia transportava 4.229 pessoas e naufragou na sexta-feira ao se chocar contra uma rocha, na Toscana, centro da Itália. Segundo o balanço anterior do naufrágio, os sumidos são da Alemanha (14), Itália (6), França (4), Estados Unidas (2), Índia (1), Peru (1) e Hungria (1).
Mais de 70 passageiros do "Costa Concordia" apresentaram uma denúncia coletiva contra a companhia Costa Crociere, organizadora do cruzeiro, indicou nesta terça-feira a associação italiana de defesa do consumidor (Codacons). "Trata-se de uma ação coletiva promovida pela Codacons", explicou o presidente e fundador da Codacons, Carlo Rienzi, em um comunicado. A denúncia coletiva foi apresentada perante o tribunal de Gênova, sede da companhia na Itália. Através da ação, que deve ser admitida pelos juízes, os passageiros que sobreviveram ao naufrágio pedem uma "indenização pelos danos materiais e morais" ocasionados.
"A entidade solicita ao menos 10 mil euros" por passageiro, já que perderam todos os seus bens, documentos, dinheiro, roupa, computador. Se a denúncia for aceita pela justiça italiana, os cerca de 3 mil passageiros do cruzeiro, sem contar os cerca de mil contratados como tripulação, poderão aderir à denúncia.
"Têm 120 dias para decidir", informa a nota. A companhia Costa Crociere pode optar por um acordo "extrajudicial" com os passageiros, de modo a evitar um longo julgamento.