Ilha de Giglio na Itália corre 'alto' risco ecológico por naufrágio

Brasília - O ministro do Meio Ambiente da Itália, Corrado Clini, está receoso quanto à possibilidade de um desastre ecológico devido ao naufrágio do navio Costa Concordia, perto da Ilha de Giglio, na Toscana. O temor se baseia na possibilidade de vazar óleo combustível dos reservatórios da embarcação, considerando os abalos ocorridos no casco do navio.

“Esse tem sido o nosso pesadelo”, disse o ministro. "O navio está com os tanques cheios de combustível. É um combustível denso e pesado, que pode se sedimentar no fundo e isso seria um desastre."

Segundo o ministro, o combustível pode se dispersar-se no mar, contaminando a costa, prejudicando a fauna marinha e a alimentação dos pássaros. "Estamos preparados para intervir em caso de vazamento para o mar", disse Clini, lembrando que o casco do navio sofreu danos graves.

Porém, o ministro ressaltou que “a prioridade é salvar os eventuais sobreviventes e começar a esvaziar [neste momento] os tanques é perigoso". Clini destacou ainda que já existem regras estabelecidas sobre a passagem de grandes embarcações pela costa italiana. Para ele, não é necessário aumentar o rigor.

"A medida de prevenção será provavelmente associar a gestão dessas rotas às boas práticas. A ideia é unir os objetivos de proteção do ambiente já previstas", disse o ministro.

Tragédia na Nova Zelândia

Em outubro, um cargueiro que ficou encalhado em um coral da Nova Zelândia derramou 350 toneladas de óleo no mar, no que foi classificado como o maior desastre ambiental de história do país. Cerca de 2 mil pássaros, além de peixes de diversas espécies, morreram no incidente. O capitão e outros oficiais que comandavam o navio foram indiciados.

Na última semana, devido a uma forte tempestade, a embarcação se partiu em duas partes, aumentando os temores de uma nova contaminação petroleira. Os dois pedaços do navio se afastaram entre 20 e 30 metros um do outro depois de terem sido atingidos por ondas de seis metros de altura. 

As autoridades afirmam que as equipes de emergência estão preparadas para lidar com qualquer derramamento de óleo e que o dano ambiental será muito menor do que o registrado em outubro.