Obama se oporá à polémica lei de financiamento do Pentágono

A Casa Branca manteve nesta sexta-feira sua ameaça de veto ao projeto de lei de financiamento do Pentágono para 2012, depois de sua aprovação na véspera, pelo Senado, por considerar que uma disposição sobre a detenção de suspeitos de terrorismo atenta contra a segurança dos Estados Unidos.

"Nossa posição não se alterou. Todo projeto de lei que limite a autoridade do presidente para obter informações, colocar terroristas perigosos fora de cena ou de proteger o país levará os conselheiros (do presidente) a recomendar o veto", declarou o porta-voz da Casa Branca Jay Carney.

Na quinta-feira, o Senado aprovou o projeto de financiamento do departamento de Defesa, totalizando cerca de 600 bilhões de dólares para o exercício de 2012, com regras particularmente duras de detenção para os suspeitos de terrorismo e novas sanções econômicas contra o Irã por seu controverso programa nuclear.

Entre as medidas mais polêmicas está uma sobre a detenção ilimitada de cidadãos americanos suspeitos de terrorismo. Isso foi amenizado com uma emenda de compromisso que garante que nada vai mudar nos direitos dos cidadãos.

Mas o governo de Barack Obama reafirmou sua oposição à proposta. Em seu contato habitual com a imprensa, Carney se referiu aos senadores que "ignoraram as recomendações" feitas pelos "responsáveis do combate ao terrorismo" e, "infelizmente, se comprometeram com uma gestão detalhista, por motivos partidários, à custa de uma política de segurança nacional de sentido comum".

"Veremos como avança (o projeto)", apontou, destacando que o texto aprovado ainda não é definitivo e deve ser discutido pela Câmara dos Deputados.