O número de pessoas com mais de 90 anos ou mais quase triplicou nos Estados Unidos nos últimos 30 anos até alcançar os 1,9 milhão em 2010, segundo um relatório do censo americano que prevê que esta faixa de população poderá quadriplicar até 2050. O prolongamento da espectativa de vida a idades mais avançadas fez com que os nonagenários representassem 4,7% das pessoas com mais de 65 anos, frente a 2,8% em 1980. Até a metade do século, essa proporção poderá alcançar 10% para esse grupo etário, segundo um relatório publicado na quinta-feira.
A maioria das pessoas de 90 anos ou mais tem ao menos uma incapacidade, vive sozinho ou em um asilo e cursou ensino médio. Dentro dessa categoria, a maioria é mulher: três a cada homem. Na maior parte dos casos são viúvas, vivem na pobreza e têm um índice de invalidez maior que aquelas com menos de 90 anos.
"Tradicionalmente, o limite de idade no qual considerávamos uma pessoa como entre as mais velhas era 85 anos", afirmou Wanj He, demógrafo do escritório do censo (Census Bureau), em um comunicado. "Mas vivemos cada vez mais e a faixa da população mais velha se torna também maior, e dado o rápido crescimento dos nonagenários, este grupo merece um estudo de mais acurado", explicou.
A probabilidade de que uma pessoa acabe em um asilo aumenta drásticamente com a idade. Apenas 1% daqueles que estão com 60 anos vive nessas residências, e cerca de 3% entre os que alcançam os 70, mas a proporção salta para 20% no caso de octogenários, 30% para os nonagenários e de 40% para os que vivem até os 100 anos.