A pedido do governo de transição, Otan deverá ficar mais um mês na Líbia

A pedido do governo de transição da Líbia, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) deve manter os homens na região por mais um mês. O ministro do Petróleo e das Finanças do Conselho Nacional de Transição (CNT), que governa o país, Ali Tarhuni, disse hoje (25) que foi feito um pedido formal ao comando da organização para a missão ser mantida até o final de novembro.

Na semana passada, depois da captura e morte de Muammar Khadafi, então presidente líbio, a Otan informou a intenção de encerrar a missão na Líbia em 31 de outubro. Desde março, a organização está na região com homens em terra e no ar. A ação foi criticada por parte da comunidade internacional.

O governo do Brasil foi contrário à ação militar na Líbia. Para a presidenta Dilma Rousseff, o ideal era buscar o fim do impasse por meio do diálogo e consenso, não via missão militar. No entanto, a maior parte da comunidade internacional foi favorável à adoção de uma área de exclusão aérea na Líbia em defesa da população civil.

O assunto será tema de uma reunião amanhã (26) dos líderes dos 28 países que integram a Otan. O comando da operação na Líbia ficou a cargo da Itália, França, Grã-Bretanha, dos Estados Unidos e do Canadá. O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse que a decisão sobre a ampliação da missão na Líbia só será confirmada depois de consultas à Organização das Nações Unidas (ONU).