Agência AFP
JERUSALÉM - As autoridades israelenses decidiram prolongar por mais 20 anos a proibição do acesso aos arquivos governamentais, elevando-a para 70 anos, informou nesta quarta-feira o diretor dos Arquivos Nacionais.
Trata-se particularmente de documentos relativos ao exército e aos serviços secretos durante as duas primeiras décadas do Estado de Israel, criado em maio de 1948.
"Esses arquivos continuarão sendo classificados (secretos) por temor que afetem a vida privada das pessoas mencionadas", declarou Yehoshua Freundlich.
"Nós também devemos manter o segredo da defesa, levando em conta o risco de que Israel pode ser acusado de violar o direito internacional", acrescentou.
Segundo Freundlich, em vários países ocidentais os "documentos de Estado são secretos durante 70 anos ou mais".
O historiador Tom Segev denunciou esta medida, considerando que a mesma traduz uma "tendência antidemocrática" na sociedade israelense. A manutenção do segredo também foi denunciada como uma medida "arbitrária e injustificada" pela Associação de Direitos Cívicos em Israel.