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Ex-preso político cubano paraplégico viaja para os EUA

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Agência AFP

HAVANA - O ex-preso político cubano paraplégico Ariel Sigler, libertado no dia 12 de junho, viajou nesta quarta-feira aos Estados Unidos para receber tratamento médico, convencido de que será uma viagem curta, porque acha que resta pouco tempo ao Governo comunista.

"Acho que poderei voltar logo a Cuba porque resta pouco tempo ao Governo, à ditadura", disse Sigler à imprensa no aeroporto de Havana, conduzido em sua cadeira de rodas pela esposa Noelia Pedraza.

Sigler, de 46 anos, foi o primeiro preso político libertado depois de um diálogo entre o presidente Raúl Castro e o cardeal Jaime Ortega no dia 19 de maio e, devido a seu estado de saúde, recebeu visto e permissão de viagem para receber tratamento no Jackson Hospital de Miami.

Como fruto da mediação de Ortega, Raúl Castro autorizou a libertação gradual de 52 opositores - 20 já na Espanha -, que faziam parte do grupo de 75 dissidentes presos - entre eles Sigler - condenados em 2003.

O ex-preso político disse esperar que o acolham nos Estados Unidos "da melhor forma possível".

Sigler também sofre de uma série de doenças crônicas como polineuropatia e problemas digestivos e renais.

Considerado preso de consciência pela Anistia Internacional, cumpria condenação de 20 anos de prisão, tendo sido detido no dia 18 de março de 2003, junto a seus irmãos Guido - ainda preso - e Miguel - que hoje mora em Miami.