Agência ANSA
CIDADE DO MÉXICO - As autoridades eleitorais mexicanas descartaram suspender as eleições regionais no estado de Tamaulipas devido ao assassinato do candidato do Partido Revolucionário Institucional (PRI), Rodolfo Torre Cantú, que liderava as pesquisas de intenção de voto.
O candidato foi morto a tiros, na manhã de ontem, junto com outros membros de sua comitiva, durante uma emboscada enquanto viajava ao aeroporto de Ciudad Victoria, de onde partiria a Valle Hermoso. O crime ocorreu seis dias antes das eleições que renovarão legisladores de 14 estados do México e governadores de 12.
Jorge Luis Navarro, presidente do Instituto Eleitoral de Tamaulipas, apontou que a aliança "Todos Tamaulipas", encabeçada pelo PRI, deverá indicar outro político para concorrer ao governo local.
"Nos termos do artigo 243 do próprio Código Eleitoral, a votação contará com a coalizão 'Todos Tamaulipas' e o candidato que for registrado pela aliança", informou Navarro.
Por sua vez, a dirigente nacional do PRI, Beatriz Paredes, convocou uma reunião com a cúpula da legenda, incluindo 19 governadores, deputados e senadores, além de líderes dos setores campesino e operário, para analisar quais decisões devem ser tomadas.
O ministro do Interior do México, Fernando Gómez Mont, chegou na tarde de ontem a Tamaulipas, que fica próxima à fronteira com os Estados Unidos, após participar, na capital do país, Cidade do México, de uma reunião do Gabinete de Segurança, junto com o presidente Felipe Calderón.
A princípio, o crime foi atribuído a grupos narcotraficantes e foi duramente condenado por todos os setores do país, inclusive pelo governo dos Estados unidos.
Torre Cantú, médico de 45 anos, tinha apoio da coalizão "Todo Tamaulipas", integrada pelo PRI e pelos partidos de oposição Verde (PVEM) e Nova Aliança (PNA), e era apontado como favorito com mais de 20% de vantagem sobre o adversário, José Julián Sacramento, do Partido Ação Nacional (PAN, de situação).