Jornal do Brasil
ISTAMBUL - Uma bomba escondida em uma calçada explodiu na parte europeia de Istambul, na Turquia, matou quatro sargentos e uma jovem de 17 anos em um ônibus que transportava militares e suas famílias. Pelo menos 12 ficaram feridos. Segundo autoridades, o dispositivo foi ativado por controle remoto.
O atentado no bairro de Halkali foi reivindicado pelo grupo armado Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK). Mas tanto Huseyin Avni Mutlu, governador Istambul, quanto o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan o atribuíram indiretamente ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado pelo governo e por diversos países como uma organização terrorista.
Autoridades turcas afirmam que o TAK é uma mera fachada para a rebelião armada do PKK, a fim de cometer atentados que possam gerar desaprovação popular, especialmente quando morrem civis.
O incidente aconteceu depois de o Exército reforçar as operações ao longo da fronteira com o Irã, intensificando os combates contra separatistas curdos, que têm intensificado seus ataques.
No fim de semana, o PKK realizou uma série de atentados que vitimou 12 soldados. Na segunda-feria, o grupo metralhou um posto policial, matando um militar e ferindo outro.
Na madrugada de domingo, o Exército turco realizou uma incursão terrestre no Iraque e matou quatro pessoas, segundo autoridades iraquianas, mas Ancara não confirmou.