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Presidente argentina propõe universalizar reivindicação pelas Malvinas

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Agência AFP

BUENOS AIRES - A presidente argentina, Cristina Kirchner, propôs, nesta sexta-feira, "universalizar" a reivindicação de seu país pela soberania das Malvinas, no 28º aniversário do início da guerra contra a Grã-Bretanha nas ilhas do Atlântico sul.

"A reivindicação das Malvinas transcende à Argentina, é um paradigma que vai além das Malvinas, deve ser uma questão nacional, mas também um exemplo universal do mundo, da sociedade na qual queremos viver - disse Kirchner na cidade de Ushuaia (3.100 km ao sul), em memória dos soldados mortos na guerra que terminou com a derrota da Argentina.

A presidente sustentou que "universalizar" a demanda da soberania nas ilhas ocupadas pela Grã-Bretanha desde 1833 "não é só um capricho de um país sobre sua jurisdição territorial, mas também é uma visão de toda uma sociedade sobre o mundo no qual queremos viver".

A chefe de Estado questionou o Reino Unido, com quem a Argentina voltou a ter relações tensas assim que Londres autorizou uma empresa britânica a explorar petróleo na bacia do arquipélago.

Kirchner disse que a Grã-Bretanha, apesar de ser membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, "não respeita as resoluções" do organismo internacional e "viola sistematicamente" a exortação de seu Comitê de Descolonização, ao iniciar negociações pela disputa nas Malvinas.

A presidente reiterou, ainda, que a Argentina continuará sua reivindicação pacífica de soberania nas Malvinas "em todas as frentes e fóruns nacionais e internacionais".

A guerra no Atlântico sul, em 1982, deixou 649 argentinos e 255 britânicos mortos após 74 dias de combates.