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EUA: Geithner afirma que desemprego continuará alto em 2010

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Agência AFP

WASHINGTON - O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, advertiu nesta terça-feira que os desempregados do país terão um ano difícil, prevendo que os níveis de desemprego devem se manter altos apesar de alguns avanços que devem ocorrer no final do primeiro semestre.

Em audiência diante do Congresso, Geithner afirmou que em breve serão registradas melhoras no mercado de trabalho, mas não suficientes para reduzir as atuais cifras de desemprego, próximas de dois dígitos, que afetam os lares americanos.

O secretário do Tesouro advertiu que são necessários mais de 100 mil novos postos de trabalho por mês para baixar a atual taxa de desemprego, que está em 9,7%.

"Já que não esperamos que a criação de postos de trabalho supere os 100 mil mensais no resto do ano, não esperamos uma redução importante do desemprego em 2010", declarou.

"Inclusive, a taxa poderia subir levemente nos próximos meses, na medida em que alguns trabalhadores voltem ao mercado de trabalho, antes de ser iniciada uma tendência descendente."

Estima-se que em torno de 8,4 milhões de americanos perderam seus empregos desde o início da recessão, no final de 2007.

O desemprego estendeu-se por todo o país - para além das regiões industriais tradicionais - com efeitos devastadores tanto sobre o consumo como sobre os créditos bancários.

No período mais agudo da crise, no início de 2009, foram eliminados em torno de 750 mil postos de trabalho por mês.

Enquanto a maioria dos demais indicadores apontam uma modesta recuperação da economia já a caminho, os níveis de desemprego mantêm-se altos, atraindo temores de uma recuperação sem emprego.

A congressista democrata Marcy Kaptur, de Ohio (norte do país), expressou essa inquietação nesta terça-feira.

Ela criticou Geithner por seu fracasso na luta contra a crise do emprego, advertindo que "as pessoas estão começando a se desesperar" em seu estado, altamente industrializado, do meio-oeste americano.

Geithner, que frequentemente recebe pedidos para que renuncie devido a seu apoio ao resgate de bancos, respondeu com uma forte defesa da estratégia da administração, alegando que permitiu salvar até 2 milhões de empregos.