Jornal do Brasil
PEQUIM - A China reagiu energicamente sexta-feira às críticas americanas sobre os direitos humanos no país asiático e à cotação do yuan, e acusou Washington de ingerência, em um contexto de crescente tensão nas relações entre os dois países.
As relações de Washington com Pequim atravessam uma zona turbulenta há alguns meses por uma série de fatores: a venda de armas americanas a Taiwan, a reunião do presidente Barack Obama com o Dalai Lama e os ataques de chineses contra o site de buscas Google.
Os Estados Unidos voltam a tomar para si o papel de juiz mundial com relação aos direitos humanos , afirmou o Conselho de Estado chinês em um documento de resposta aos EUA.
Pelo 11º ano consecutivo, o governo chinês divulga um documento sobre a situação dos direitos humanos nos Estados Unidos, no qual acusa Washington, que publica um relatório cheio de acusações sobre a situação dos direitos humanos em 190 países (...) de fechar os olhos, esquivar ou até mesmo ocultar as próprias violações dos direitos humanos em seu território .
Os Estados Unidos usam os direitos humanos como um instrumento político para interferir nos assuntos internos de outros países, sujar a imagem de outras nações e alimentar os próprios interesses estratégicos , completa Pequim.