Arcebispo do Rio celebra missa de sétimo dia de Zilda Arns

Agência Brasil

RIO - Cerca de 200 pessoas participaram nesta quarta-feira da missa de sétimo dia em homenagem à médica sanitarista Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, que morreu no terremoto ocorrido no Haiti. A cerimônia foi celebrada pelo arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, na Paróquia Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no Centro da cidade.

Durante a missa, que marcou a abertura da programação religiosa na cidade nesta quarta-feira, feriado de São Sebastião, o padroeiro do município, o arcebispo destacou a relevância do trabalho desenvolvido por Zilda Arns e fez um apelo às paróquias para que continuem incentivando e capacitando pessoas para o trabalho voluntário junto a crianças e idosos.

- O grande segredo das pastorais está nas pessoas voluntárias - acrescentou.

Dom Orani Tempesta lembrou que milhões de crianças do Brasil e de outros países foram beneficiadas pelo esforço da médica, que baseava seu trabalho na oferta de uma alimentação alternativa, na transmissão de orientações práticas às famílias, além do acompanhamento do desenvolvimento das crianças em situação precária, por meio de pesagem e outras ações.

O arcebispo do Rio disse ter conhecido a sanitarista pessoalmente e a classificou como "uma mulher muito forte, corajosa, animada, sempre alegre e que se colocou disponível ao próximo". Dom Orani Tempesta acredita que o trabalho das pastorais da Criança e do Idoso, ligadas à Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), vai continuar "ainda com mais fôlego", porque ganhou mais destaque nacional e internacional após a morte da médica.

Emocionada, a voluntária da Pastoral da Criança Maria Luíza Ramos, que participou da missa, lamentou a morte de Zilda Arns, mas disse que o exemplo que ela deixou vai continuar movendo o trabalho com as crianças.

- A morte dela foi um choque, nós estamos paralisados, só que a vida continua e nós temos que continuar o trabalho dela. Só lamento não tê-la conhecido pessoalmente. Na prática, a gente vê o quanto o método que ela desenvolveu funciona para o bem-estar de tantas crianças - afirmou ela, que atua ao lado de outras 20 voluntárias numa paróquia de Realengo, na zona oeste. O grupo presta assistência a cerca de 200 crianças por mês.

Durante a cerimônia também foram lembradas as demais vítimas da tragédia no Haiti, além das pessoas que morreram em função dos deslizamentos em Angra dos Reis, no litoral sul fluminense, no Réveillon.