Oriente Médio: China descarta sanções ao Irã

Jornal do Brasil

PEQUIM - Um dia após a chanceler alemã, Angela Merkel, ameaçar o Irã com um pacote abrangente de sanções se o país não mudar seu discurso nas negociações nucleares, a China minimizou a perspectiva de punir a República Islâmica ao pedir que as outras potências mundiais ajam com mais flexibilidade com relação ao programa nuclear iraniano.

Entre os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, a Rússia além da China também reluta em aplicar novas sanções ao Irã, mas aparentemente em menor grau do que os chineses.

Ma Zhaoxu, porta-voz da chancelaria chinesa, reforçou a posição da China terça-feira, evitando até mesmo usar a palavra sanções para responder a jornalistas sobre uma reunião realizada no sábado em Nova York com autoridades das potências EUA, Grã-Bretanha, Rússia, França e Alemanha.

Nossa proposta consistente tem sido a de resolver a questão nuclear do Irã apropriadamente, por meio do diálogo e da consulta afirmou Zhaoxu. Esperamos que todos os lados reforcem o diálogo e a cooperação, e mostrem uma abordagem mais flexível e pragmática.

A China mantém também uma grande relação com o Irã em termos de investimentos e comércio. O Irã é a terceira maior fonte de petróleo estrangeiro para a China, atrás apenas da Arábia Saudita e Angola.