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Suriname: investigações estão concluídas em parte

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Jornal do Brasil

PARAMARIBO - O governo do Suriname concluiu parte das investigações sobre o ataque sofrido por brasileiros na véspera de Natal em Albina, região remota do país, a 150 quilômetros de Paramaribo. O Serviço de Inteligência surinamês identificou 18 homens apontados como líderes dos cerca de 300 quilombolas, conhecidos como marrons , que comandaram o massacre. O saldo do ataque deixou, entre os brasileiros, mais de 100 homens, mulheres e crianças desalojados, além de 25 feridos, e17 mulheres agredidas sexualmente pelo menos três estupradas além de traumas físicos e psicológicos. Apenas 37 brasileiros que estavam na madrugada do crime resolveram voltar ao Brasil.

O embaixador brasileiro em Paramaribo, José Luiz Machado e Costa, disse à Agência Brasil que não há risco de novos ataques.

As autoridades do Suriname garantem que o que houve foi um crime isolado e que as ameaças de novos ataques estão afastadas disse o embaixador.

Segundo Machado e Costa, o desafio agora é dar assistência aos brasileiros que estavam em Albina e aos demais que vivem no Suriname. De acordo com o embaixador, três ações conjuntas são realizadas: apoiar as vítimas, estimular a legalização de papéis a maioria está ilegal no país vizinho e esclarecer sobre as normas e cultura surinamesas.