Agência ANSA
ROMA - O Greenpeace inaugurou hoje uma estátua de gelo do premier italiano, Silvio Berlusconi, no centro comercial de Roma, para homenageá-lo por sua decisão de ir à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que ocorrerá entre 7 e 18 de dezembro.
Segundo o grupo ambientalista, a estátua deverá derreter em quatro dias, permanecendo erguida exatamente até a abertura do encontro na capital dinamarquesa.
- Ir a Copenhague certamente é uma decisão positiva. Além de participar da vitrine internacional, [é uma ocasião] para se buscar políticas coerentes à Itália, políticas que no momento não vemos. Se quiser, Berlusconi poderá ainda ser um líder na área do clima - explicou Francesco Tedesco, responsável pela Campanha Energia e Clima do Greenpeace.
A organização também apresentou hoje o relatório "Energy Revolution -Um cenário energético sustentável para a Itália", um estudo "que mostra os potenciais de crescimento das fontes renováveis na Itália para os setores de geração energética, de produção de calor e de transportes".
- Ainda hoje na Itália 93% da energia provêm de fontes poluentes. O informe descreve um percurso que transforma a atual situação em um sistema energético sustentável. As fontes renováveis poderão cobrir 60% da demanda energética do país, reduzindo 71% das emissões de CO2 em 2050, em relação a 1990 - continuou Tedesco.
O Greenpeace enfatizou ainda que "nos últimos dias muitos países no mundo anunciaram sua disposição de introduzir novas metas para a redução das emissões de dióxido de carbono. Já a Itália continua em uma alienação política".
- O governo Berlusconi está programando o aumento das emissões, o que irá expor o país a novas sanções, com custos para o Estado e para o contribuinte - advertiu o ativista.
Por sua vez, o diretor-executivo do Greenpeace, Giuseppe Onufrio, explicou que o objetivo do grupo é promover uma revolução energética.
- É possível também que venhamos a pedir ao primeiro-ministro e aos ministros competentes que deixem de lado a atitude de permanecer na retaguarda e sigam as instruções deste relatório para fazer da Itália um verdadeiro líder na luta contra a mudança climática - considerou.