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Argentina e Chile recordam Tratado de Paz no Vaticano

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Agência ANSA

CIDADE DO VATICANO - As presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, e do Chile, Michelle Bachelet, serão recebidas neste sábado no Vaticano pelo papa Bento XVI para celebrar os 25 anos da assinatura, sob mediação da Santa Sé, do Tratado de Paz e Amizade bilateral.

A visita das mandatárias será realizada depois de os parlamentos de seus respectivos países terem ratificado um novo Tratado de Integração e Cooperação, que aprofunda as relações bilaterais e foi firmado em Maipú, no Chile.

- Temos uma agenda bilateral absolutamente positiva para uma integração do século XXI. Este novo tratado aborda temas que vão além de uma integração econômica e comercial, ao apontar a livre circulação de cidadãos de ambos os países - afirmou o chanceler chileno, Mariano Férnandez.

O diplomata ressaltou que o convênio também se refere, "entre outros temas, à cooperação judicial e à construção de túneis de baixa altura na Cordilheira dos Andes".

Em sua opinião, o novo tratado, que as presidentes apresentarão ao papa, "aponta à unidade latino-americana" e "é um passo qualitativo" para o subcontinente.

O Tratado de Paz e Amizade decretou o fim do Conflito de Beagle, como é chamado o impasse sobre a soberania das ilhas localizadas ao sul do Canal de Beagle e a demarcação marítima da região, localizada na Terra do Fogo, extremo sul do continente.

O convênio de paz foi assinado por Santiago e Buenos Aires em 1984, com a mediação de João Paulo II.

Em 1978, Chile e Argentina mobilizaram suas tropas para a região da Terra do Fogo. As estações de rádio deixaram de divulgar boletins meteorológicos na região por se tratar de informação militar e a população de Punta Arenas, no Chile, preparou-se para o combate.

O conflito armado foi impedido graças à intervenção do papa João Paulo II. O Pontífice convenceu os governos de Santiago e Buenos Aires a receber a visita de seu enviado para a paz, o cardeal Antonio Samoré. Seis anos depois, o tratado de paz seria assinado.