MInistro italiano apoia apelo para que políticos 'deponham armas'

Agência ANSA

ROMA - O ministro italiano do Trabalho, Maurizio Sacconi, demonstrou apoio ao apelo lançado ontem pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, para que os políticos do país "deponham as armas" e atuem em prol da união e do bem da Itália.

Sacconi definiu como absolutamente justo e útil o pedido do religioso, ao discursar hoje durante uma convenção da Confederação Italiana de Sindicatos dos Trabalhadores (CISL).

Para o ministro, este apelo "não deve abranger só todos os atores políticos, mas também os sujeitos institucionais que extrapolam suas funções, perseguindo objetivos de caráter político".

- A Itália precisa de estabilidade como qualquer outro país - destacou Sacconi.

Ontem, Betorne ratificou a necessidade dos políticos deixaram de disputarem entre si e não realizarem ações concretas contra os problemas mundiais. Tal orientação já havia sido defendida na semana passada pelo presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), cardeal Angelo Bagnasco.

Na cidade italiana de Assis, durante uma missa solene para comemorar os dez anos da reabertura da Basílica de São Francisco de Assis, devastada em 1997 por um terremoto, Bertone ressaltou que a reconstrução da igreja envolveu "competência e inteligência".

O cardeal comentou que estas duas capacidades deveriam ser levadas ao plano político para enfrentar a pobreza e os sofrimentos das famílias e de trabalhadores e para honrar as "promessas" feitas "no G8 e nos encontros no Vaticano".

De acordo com o secretário de Estado do Vaticano, a "pacificação social" é a pré-condição para qualquer ação eficaz.

- A reconstrução de um tecido de convivência pacífica, de solidariedade, de comunidade é um problema que envolve todos, inclusive a imprensa. Unidos, podemos enfrentar os graves problemas sociopolíticos - disse Bertone.