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RIO DE JANEIRO - 90.6% dos leitores do JB online acreditam que a restituição de Zelaya ao poder em Honduras não poderia trazer um fim à crise política que se instaurou no país.
Roberto Valença da Silva, do Rio de Janeiro, é contra a restituição do presidente deposto, declarando que, para por fim a crise, seria necessário que o governo deixe de "acoitar o 'verdadeiro golpista' (Zelaya) de Honduras" e que "os politicos e autoridades brasileiros deveriam tambem cumprir rigorosamente o que nossa Constituição determina". Fernando Jorge, do Rio de Janeiro, também se opõe à restituição, declarando que "seria a desmoralização total das instituições de Honduras".
Já Vanize, de Vila Velha, acredita que Micheletti cometeu um golpe, comentando que "Zelaya foi retirado do poder e um golpe do Micheletti que desrespeitou a constituição, a democracia, o povo que elegeu Zelaya".
Honduras está mergulhada em uma crise política desde que os militares retiraram Zelaya do governo no fim de junho, expulsando-o do país por violar a Constituição. Desde então, ele tenta voltar à Presidência com o apoio da comunidade internacional.
Os negociadores do presidente deposto e do governo interino, liderado por Roberto Micheletti, retomaram nesta quinta-feira as conversas em busca de uma saída para a crise política do país, no que seria a última tentativa de se chegar a um acordo antes das eleições de novembro. Enquanto isso, Zelaya permanece abrigado na embaixada brasileira no país, onde está desde seu retorno ao país, há mais de um mês.