Procuradoria investiga desabamentos causados por terremoto em Abruzzo

Agência ANSA

ROMA - A Procuradoria da cidade italiana de L'Aquila divulgou hoje as próximas medidas das investigações sobre o terremoto de 5,8 graus na escala Richter que atingiu a região de Abruzzo em abril deste ano, deixando quase 300 mortos e mais de 50 mil desabrigados.

Em relação à queda do prédio da Casa do Estudante, que matou oito jovens na capital de Abruzzo e epicentro do tremor, o procurador Alfredo Rossini anunciou que 12 pessoas já foram notificadas para depor sobre o caso.

A Procuradoria investiga se houve falha ou negligência humana que pudessem interferir ou ter causado os desabamentos. Grande parte da região teve suas edificações parcialmente destruídas.

Além da Casa do Estudante, já foi realizada a perícia na Escola Nacional, e as providências serão tomadas após a coleta dos depoimentos.

De acordo com Rossini, os interrogatórios são importantes para iniciar a "dialética processual" que definirá os responsáveis pela morte dos jovens, pois "respondem a duas exigências: uma investigação preliminar e uma garantia para as pessoas, que têm uma forma de defesa imediata".

São investigadas as hipóteses de homicídio e desastre culposos (sem intenção de matar), ainda que o procurador tenha dito que "se reserva o direito de decidir a respeito do dolo".

- Estamos trabalhando como tínhamos previsto para fazer direito os processos sobre os vários locais. Demos prioridade aos lugares onde houve mortes - continuou Rossini, afirmando que "aos poucos", também serão apuradas "outras estruturas, também públicas, como a universidade e o hospital". Ao todo, 200 edifícios foram interditados para a investigação.

Também hoje o chefe da Defesa Civil da Itália, Guido Bertolaso, afirmou em Roma que as promessas feitas pelos países europeus para ajudar na reconstrução de L'Aquila "estão desaparecendo".

- Até hoje não recebemos um único euro das nações que tinham se pronunciado - afirmou Bertolaso. Ele também garantiu que a Itália é capaz de fazer sozinha a recuperação da região atingida, mas que "se outros fazem promessas, devem mantê-las".