Netanyahu promete longa batalha contra relatório da ONU

REUTERS

JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu uma longa batalha diplomática para 'deslegitimar' as acusações da Organização das Nações Unidas (ONU) de que Israel cometeu crimes de Guerra na Faixa de Gaza, disse neste sábado uma autoridade.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU endossou na sexta-feira as críticas a Israel presentes em um relatório do jurista sul-africano Richard Goldstone que condena ações de Israel e do Hamas durante a guerra nos meses de dezembro e janeiro.

Netanyahu, que afirmou que o relatório de Goldstone pode minar as medidas de paz patrocinadas pelos Estados Unidos no Oriente Médio e que vai se opor pessoalmente a israelenses sendo julgados por crimes de guerra, disse que Israel fará uma prolongada batalha contra as críticas.

- Israel precisa deslegitimar a deslegitimização - afirmou Netanyahu, de acordo com uma autoridade israelense. Ele disse que a campanha 'não terá apenas uma semana, mas provavelmente anos'.

O vice-ministro das Relações Exteriores, Danny Ayalon, afirmou na sexta-feira que 'Israel rejeita totalmente e completamente' a resolução do conselho da ONU condenando o país, mas não a facção palestina islâmica. Entretanto, Ayalon disse acreditar que Israel não sofrerá consequências significativas.

A resolução foi endossada por 25 Estados, incluindo a China e a Rússia, em encontro em Genebra, enquanto seis países, incluindo os Estados Unidos, votaram contra, acusando-a de abordar apenas um lado. No total, 11 países se abstiveram. Quatro, incluindo a França e a Grã-Bretanha, nem sequer votaram.