Ministro francês diz não crer em suborno ao Talibã

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PARIS - O ministro francês da Defesa, Hervé Morin, reagiu com descrença nesta sexta-feira à ideia de que um Exército poderia pagar para que o Talibã deixe de atacar, depois de um jornal britânico acusar a Itália de realizar tal prática.

O jornal Times, de Londres, disse na quinta-feira que o serviço secreto italiano entregou dezenas de milhares de dólares a comandantes do Talibã e de outras milícias afegãs para manter segura a zona onde tropas italianas estavam estacionadas.

O jornal disse que soldados franceses, sem saberem do pagamento e levando pouca munição, por acreditarem que se tratava de uma área calma, foram surpreendidos por uma emboscada dos insurgentes em agosto de 2008, que matou dez soldados.

O governo italiano repudiou a reportagem. Falando a jornalistas durante visita a bases francesas no Índico, Morin pareceu incrédulo e negou que o pagamento ao Talibã seja prática comum no Afeganistão.

- Não tenho razão para questionar a palavra do governo italiano - disse ele. - O Exército francês jamais participaria de tais práticas. Pagar ao Talibã em troca de paz vai contra os princípios de honra sobre os quais um Exército se funda - acrescentou.

- A própria ideia de que um Exército poderia pagar pessoas que deveria combater seria obviamente um péssimo sinal. Seria um sinal de que não somos capazes de realizar nossa missão - acrescentou.