Agência ANSA
ASSUNÇÃO - Milhares de vendedores de mercadorias de Ciudad del Este, cidade do Paraguai situada na Tríplice Fronteira formada com Argentina e Brasil, protestaram hoje contra restrições impostas pelo governo do país à comercialização de roupas de origem chinesa.
Em 2008, o Paraguai comprou um total de 242 milhões de peças asiáticas que, junto ao volume de produtos têxteis, totalizaram cerca de US$ 100 milhões em importações.
Devido às reclamações de produtores nacionais, que chamaram a atenção para os baixos valores das tarifas que incidem sobre estas mercadorias -- entre US$ 0,30 e US$ 1 por unidade --, em agosto o governo reajustou os impostos, que passaram a chegar a US$ 17 em alguns casos.
Os importadores de roupas chinesas, no entanto, conseguiram uma sentença da Corte Suprema do Paraguai que anulou os aumentos.
Em resposta, o Estado paraguaio buscou outras formas de elevar os valores, entre elas a imposição da Tarifa Externa Comum (TEC), vigente nos países-sócios do Mercosul, e a cobrança do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) e do Imposto de Renda.
Foi por este motivo que os comerciantes de Ciudad del Este saíram às ruas hoje. Grande parte das roupas e demais artigos comercializados na região da Tríplice Fronteira é importada da China.