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Colômbia resiste em dar detalhes sobre acordo com EUA

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REUTERS

QUITO - Os ministros da Unasul chegaram a acordos parciais para tornar mais transparentes suas políticas de segurança, em meio à negativa da Colômbia em detalhar seu acordo militar com os Estados Unidos, o que impediu um acordo definitivo.

O Equador, que atualmente preside a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), ressaltou que os 12 países conseguiram um consenso sobre o intercâmbio de informação em gastos de defesa, notificação de operações fronteiriças e respeito à soberania de cada nação.

No entanto, a Colômbia se negou a oferecer ao organismo garantias sobre o acordo que autorizaria os EUA a usar sete bases militares colombianas para operações antidrogas.

- Lamentavelmente não chegamos a resoluções. Lamentamos a atitude da Colômbia, a intransigência da Colômbia, que não quer dar transparência ao convênio sobre as bases militares - disse o chanceler boliviano, David Choquehuanca, ao final do encontro.

Seu colega equatoriano, Fander Falconí, admitiu que 'evidentemente houve dificuldades no processo de negociação', e disse que uma nova reunião será convocada para destravar o diálogo.

A Colômbia argumentou que não foram dadas garantias também em outros temas, como acordos de cooperação, armamentismo, luta contra o narcotráfico e presença de grupos 'terroristas' na região, uma das suas exigências para os demais sul-americanos.

- Não basta pedir garantias para um assunto, uma preocupação, e deixar de lado as preocupações dos demais - disse o ministro colombiano da Defesa, Gabriel Silva.

- A confiança se ganha dia-a-dia em todos os âmbitos, e não só em alguns e deixando outros de fora - acrescentou o chanceler do país, Jaime Bermúdez.