Jornal do Brasil
DA REDAÇÃO - Três comissões na Câmara dos Deputados e um comitê do Senado completaram o trabalho no acordo de reforma da saúde, e o Comitê de Finanças do Senado é a última instância antes de cada Casa do legislativo assumir o tema.
O discurso do presidente trouxe vida nova ao que fazemos elogiou Baucus, que pretende levar adiante uma proposta na semana que vem mesmo sem apoio dos republicanos.
A presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, também democrata, disse à imprensa estar confiante que Obama vai assinar uma proposta de reforma do sistema de saúde até o fim do ano.
Agora é o momento de agir, e não vou permitir que a reforma seja adiada ou ameaçada pelos desvios ideológicos de sempre cravou Obama. Já discutimos esse assunto até a exaustão, ano após ano, década após década, e o tempo do diálogo está acabando, o tempo das picuinhas já acabou.
Uma pesquisa da CNN/Opinion Research mostrou que 67% dos entrevistados apoiam a reforma depois do discurso presidencial, comparado aos 53% anteriores. Isso significa que um em cada sete americanos que acompanharam a fala do presidente mudou de ideia sobre o plano apresentado.
De acordo com a sondagem, 29% dos entrevistados são contra a proposta. Os números são semelhantes aos registrados na época em que o ex-presidente Bill Clinton apresentou seu plano para a reforma do sistema de saúde em 1993. Segundo Holland, cinco meses após sua defesa, Clinton perdeu a maior parte do apoio popular.
A reação republicana foi bem mais morna. O senador e ex-candidato à Presidência John McCain demonstrou preocupação com o alto custo do plano do presidente.
As contas não fecham disse McCain ao programa Today na rede de televisão americana NBC. Há muito pouca coisa nesse pacote que pede uma redução de gastos, e um trilhão de dólares é o que basicamente vai custar.