Jornal do Brasil
DA REDAÇÃO - Há exatamente oito anos, o sequestro, a queda de aviões comerciais e a morte de quase 3 mil pessoas estremeceram os Estados Unidos. Hoje, oito anos depois dos atentados às torres gêmeas e ao Pentágono, a cidade de Nova York prestará uma homenagem às vítimas da tragédia com uma nova cerimônia no Marco Zero, no sul de Manhhattan, onde a reconstrução paralisada se tornou alvo de muitas críticas.
Como em todos os anos desde 2002, parentes de vítimas e pessoas que fazem trabalho voluntário em Nova York lerão os nomes das 2.752 pessoas que morreram nos ataques. E vários minutos de silêncio serão observados para recordar o momento em que os aviões se chocaram contra as torres, que desabaram como se fossem de brinquedo, cobrindo a ilha de poeira e destroços. À noite, 88 sinalizadores serão acesos para lembrar as operações de resgate.
Mas a paralisação na construção do memorial que um dia preencherá o Marco Zero lacuna enorme no coração da capital mundial das finanças irrita os nova-iorquinos, que veem no vazio apenas o fracasso de um governo que, por ironia, já foi muito elogiado por sua resposta rápida aos ataques de 2001.
Ano após ano, as autoridades de Nova York prometem reconstruir o Marco Zero comenta impaciente, o advogado Barry LePater, especializado na indústria de construção.
Embora o projeto de construção inclua cinco arranha-céus, um memorial e um terminal de transporte ferroviário, as estruturas visíveis hoje são mínimas e precárias. Segundo uma pesquisa divulgada recentemente pela Universidade Quinnipiac, em Nova York, dois em cada três nova-iorquinos não acreditam que o memorial estará pronto para o décimo aniversário dos ataques, em 2011.
Muitos como Maurice Caroll, diretor do instituto de pesquisas da Universidade Quinnipiac, não esperam que nenhum elemento do memorial esteja pronto para o décimo aniversário.
De fato, no mês passado, a imprensa local revelou que as obras iam demorar muito mais do que o previsto e que o projeto inicial de cinco torres, entre elas uma emblemática Torre da Liberdade, estará finalizada somente em 2036.
Contribuições
Para relembrar a data, a Fundação do Museu Nacional de 11 de Setembro lançou um site com todos os vídeos e fotos da tragédia feitos pela população nova-iorquina e está solicitando mais histórias e documentos do atentado de pessoas de todo o mundo que o testemunharam.
A diretora do museu, Alice Greenwald, acredita que o 11 de Setembro foi provavelmente o evento mais documentado de todos os tempos, com observadores de Teerã a Berlim, Londres a Tóquio. É para ajudar a contar a história que Greenwald e sua equipe estão pedindo contribuições a todos que registraram a tragédia.
Lançada ontem, a campanha da fundação, chamada Faça história , será uma exibição temporária dos atentados até o Memorial ser inaugurado. O site inclui fotos, vídeos e gravações de áudio feitas por profissionais da imprensa, de funcionários das torres que conseguiram escapar e testemunhas que registraram o que puderam com suas câmeras e celulares.
Há negativos esquecidos nas gavetas de todo o mundo que nunca foram vistos constatou Michael Shulan, um dos diretores de criação da fundação. Queremos convidar o mundo a participar.