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MIAMI, EUA - O furacão Bill, que está na poderosa categoria 4, com ventos de 215 quilômetros por hora, se desloca sobre o Atlântico na quarta-feira e pode chegar na semana que vem às províncias do leste canadense.
O primeiro furacão da temporada de 2009 no Atlântico ainda está a leste das ilhas Sotavento, no Caribe, e não ameaça a produção de gás e petróleo no golfo do México. A atual tendência é de que passe entre a Costa Leste dos EUA e a ilha de Bermuda.
Moradores de Bermudas, um território britânico no meio do Atlântico, foram alertados a se preparar para a tempestade. O último boletim do Centro Nacional de Furacões (CNF) dos EUA indica que o furacão deve passar mais de 160 quilômetros a oeste da ilha. No entanto, ele espalha ventos fortes num raio de mais de 280 quilômetros, o que deixa Bermudas vulnerável.
"Forte e grande como este furacão é, Bermudas ainda terá tremendos impactos em termos de ondas", disse Max Mayfield, ex-diretor do CNF.
Os meteorologistas estimam que o Bill ainda pode ganhar mais força. A partir da categoria 3 na escala Saffir-Simpson (que vai até 5) os furacões já são considerados "importantes", e podem causar grande destruição.
Às 12h (hora de Brasília), o bem definido olho do furacão Bill estava cerca de 1.740 quilômetros a sul-sudeste de Bermuda, e o sistema se deslocava para oeste-noroeste a 29 quilômetros por hora, segundo o CNF. A previsão é de que faça uma curva e passe centenas de quilômetros a leste de Miami até a madrugada de sexta-feira, e bem longe da costa de Nova York até domingo.
Mayfield disse que, com tanta antecedência, ainda é impossível prever a que distância ele ficará da costa da Nova Inglaterra (nordeste dos EUA), mas que "a maioria dos modelos indica que ele permanecerá afastado da costa".
De acordo com ele, a Costa Leste dos EUA ainda deve ter fortes ondas até o fim de semana, e banhistas e surfistas devem ter cuidado.
Pela atual previsão, o sistema irá passar ao largo da Nova Scotia (Canadá) até domingo, e um pouco ao sul de Newfoundland até segunda-feira, já rebaixado à categoria 1. Com cinco dias de antecedência, no entanto, a margem de erro é de centenas de quilômetros.
Os mercados energéticos ainda acompanham com preocupação o que resta da tempestade tropical Ana, que na quarta-feira se encaminha para as águas quentes do golfo do México, onde os EUA produzem um quarto do seu petróleo e 15 por cento do seu gás natural.
O CNF disse que há menos de 30 por cento de chance de que o sistema volte a se tornar um ciclone. Ele ainda provoca chuvas no noroeste das Bahamas e da Flórida.