Chancelaria italiana repudia condenação de Suu Kyi

Agência ANSA

ROMA - O Ministério das Relações Exteriores da Itália condenou o veredicto anunciado hoje por um Tribunal de Mianmar contra a líder da oposição e Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi. Em nota, a Farnesina (Chancelaria italiana) ressaltou que o país apoia, no âmbito da União Europeia (UE), "a necessidade de uma resposta comum, firme e inequívoca a esta decisão da Junta Militar que exerce o poder em Mianmar".

- Tal resposta compreende também o reforço das medidas de sanções já em vigor contra este regime - pontua o documento.

A UE, por sua vez, manifestou condenação e anunciou que irá aplicar sanções "suplementares" contra o governo birmanês. - A UE condena a sentença com sanções suplementares aos responsáveis pela condenação" de Suu Kyi - disse o bloco em um comunicado.

O ministério italiano ainda considerou que as autoridades de Mianmar "preferiram ignorar os protestos provenientes de grande parte da comunidade internacional, incluindo muitos membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), da qual Mianmar também faz parte".

A Itália "dará continuidade a todas as ações necessárias em quaisquer fóruns multilaterais" para que "a senhora Aung San Suu Kyi seja libertada, junto com outros prisioneiros políticos de Mianmar, a fim de que o país possa, o quanto antes, entrar no caminho da democracia e da reconciliação nacional", disse o Ministério das Relações Exteriores.

Após três meses de julgamento, a Prêmio Nobel da Paz foi condenada a três anos de prisão. No entanto, no meio da sessão, Corte reduziu a sentença para 18 meses de prisão domiciliar, seguindo ordem da Junta Militar.

Membros da oposição democrática apontam que a condenação serve para deixar Suu Kyi afastada das eleições gerais marcadas para o próximo ano.