Calderón pede que EUA respeitem direitos dos imigrantes mexicanos

Agência ANSA

CIDADE DO MÉXICO - O presidente do México, Felipe Calderón, pediu ao presidente americano, Barack Obama, que os Estados Unidos tenham "respeito aos direitos humanos e trabalhistas dos imigrantes" mexicanos e de suas famílias.

Em sua terceira reunião com Obama desde que este assumiu a presidência norte-americana, Calderón pediu reconhecimento "à importante contribuição econômica" de seus compatriotas no país vizinho.

Obama chegou no domingo à cidade mexicana de Guadalajara para participar da Quinta Cúpula de Líderes da América do Norte, iniciada no mesmo dia com encontros bilaterais e que hoje reunirá os três mandatários da região em sessões de trabalho. O premier canadense, Stephen Harper, também já está no país.

Segundo um comunicado oficial divulgado após o encontro, Calderón também reconheceu "a vontade política expressa pelo mandatário norte-americano para motivar o Congresso de seu país a aprovar uma reforma" migratória.

Por outro lado, o embaixador mexicano em Washington, Arturo Sarukhán, declarou que "até o momento não há condições para que o Congresso norte-americano aborde" este tema.

Em declarações à imprensa, o diplomata afirmou que os congressistas norte-americanos têm outras prioridades, como a reforma da área da saúde e temas referentes à segurança energética, e apenas depois vem a questão migratória.

Outro tema discutido pelos dois líderes foi a negativa dos EUA ao transporte de carga mexicano, o que viola o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

Calderón advogou por "uma solução que acabe de forma definitiva com o conflito dos transportadores da fronteira, visto o impacto que eles têm no desenvolvimento comercial, nos custos aos consumidores, na competitividade regional e na geração de empregos em ambas nações".

Em matéria de segurança, os dois mandatários concordaram em "continuar fomentando a cooperação bilateral contra o crime organizado que atua dos dois lados da fronteira, baseados nos princípios de co-responsabilidade e respeito".