Agência ANSA
ROMA - O subsecretário das Relações Exteriores da Itália, Vincenzo Scotti, conversou por telefone com o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, a quem expressou a preocupação de seu país com a crise política hondurenha, desencadeada pelo golpe de Estado ocorrido no dia 28 de junho.
Segundo uma nota oficial divulgada pela Farnesina (Chancelaria de Roma), Scotti afirmou que o governo da Itália 'acompanha a situação em Honduras, a fim de encontrar uma solução' para que a ordem constitucional seja restituída no país centro-americano.
O presidente hondurenho, Manuel Zelaya, foi deposto em um golpe de Estado no dia 28 de junho, quando foi preso e expulso do país pelas Forças Armadas.
Desde a semana passada, Oscar Arias exerce a função de mediador entre Zelaya e o governo que tomou seu lugar, encabeçado pelo presidente de fato, Roberto Micheletti, nomeado pelo Congresso.
O texto da Chancelaria italiana diz que o mandatário costa-riquenho garantiu a Scotti que busca "mínimos denominadores comuns" entre as partes, baseando-se no "princípio da restauração da ordem constitucional".
Neste sábado, delegações de Zelaya e Micheletti se reunirão na residência de Arias, em San José, para tentar chegar a um consenso que ponha fim ao impasse político. A primeira rodada de conversas, há uma semana, fracassou.
Em Tegucigalpa, o presidente de fato reafirmou ontem que não permitirá o retorno de Zelaya ao poder e disse que seu país não aceitará nenhuma imposição da comunidade internacional.
Micheletti indicou que seus delegados viajarão à Costa Rica "à espera de uma solução". - Mas acho que ninguém, absolutamente ninguém, deve impor visões sobre o que ocorre em Honduras - emendou.
Depois do golpe de Estado, Honduras acabou suspensa da Organização dos Estados Americanos (OEA) e tem sido submetida a uma série de sanções por parte de outros países e organizações.