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ROMA - Autoridades italianas foram pressionadas nesta quarta-feira a determinar os culpados de uma explosão em um trem de carga que incendiou casas próximas e queimou famílias inteiras enquanto dormiam.
O número de mortos da explosão da noite de segunda-feira na cidade costeira de Viareggio subiu para 16, depois que uma menina de três anos de idade e um menino de dois morreram no hospital em consequência das queimaduras que sofreram. Vinte e sete pessoas ficaram feridas, várias delas com gravidade.
Jornais italianos cobraram explicações para saber quem era responsável pelo acidente. O La Repubblica perguntou 'Quem é o Culpado?' e o Corriere della Sera alertou 'Sem Desculpas'.
Alguns jornais dedicaram dezenas de páginas ou mais para o desastre, um dos piores na memória recente dos italianos. 'O inferno dos inocentes', foi a manchete do romano Il Messaggero.
- Todos nós ficamos com medo. Simplesmente não entendíamos o que estava acontecendo, pensamos que fosse um ataque terrorista - disse Mirko Angelini, morador de Viareggio, ao norte de Roma.
O ministro da Infraestrutura, Altero Matteoli, disse ao Parlamento que 'há checagens em andamento' sobre informações de que o eixo de um dos vagões que levava gás liquefeito de petróleo teve problemas, causando o descarrilamento e, em seguida, a explosão.
O trem era dirigido por um maquinista da operadora estatal de ferrovias da Itália, enquanto o vagão cujo eixo teria tido problemas pertencia a uma subsidiária da empresa norte-americana GATX Corp.
O maquinista do trem, Roberto Fochesato, disse ao Corriere della Sera: 'não cometemos nenhum erro. Estávamos num inferno, mas não foi minha culpa'.
A unidade da GATX disse que os vagões eram novos e divulgou comunicado em que afirma que 'até agora não vimos nenhuma conexão entre as causas do acidente e nossos vagões'.
Equipes de resgate suspenderam as buscas por desaparecidos nos destroços de casas que desabaram. Um integrante das equipes de resgate disse que o paradeiro de uma pessoa ainda era desconhecido, mas acredita-se que ela estava entre os mortos ainda não identificados.