Agência AFP
NOVA YORK - O presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Miguel D'Decoto, convocou uma sessão extraordinária para discutir a crise política em Honduras, após a deposição do presidente Manuel Zelaya. D'Decoto condenou 'a categórica ação criminosa do Exército golpista' e pediu 'solidariedade com o presidente constitucional de Honduras'. Nesta segunda-feira, representantes dos 192 membros da assembleia da ONU devem se reunir em Nova York para debater o assunto.
Zelaya foi acusado de violar a Constituição ao planejar a realização de uma consulta popular sobre a reeleição presidencial. O presidente deposto viajou para a Nicarágua, onde participa da reunião da Alba (Aliança Bolivariana para as Américas), também convocada às pressas para avaliar o golpe.
O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, também convocou uma reunião urgente do Conselho Permanente do organismo para analisar a crise em Honduras.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que as disputas internas em Honduras devem ser resolvidas de forma pacífica. A secretária de Estado, Hillary Clinton, pediu que todos os partidos em Honduras respeitem a Constituição e as leis do país.
O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, condenou 'de forma veemente' o episódio.
Nomeado presidente, o líder do Congresso, Roberto Micheletti, anunciou neste domingo um toque de recolher de pelo menos 48 horas. Segundo Micheletti, não houve golpe militar nem tomada de poder, porque o presidente renunciou.