Michael Jackson: depoimento tira médico da lista de suspeitos

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - Depois de ter prestado depoimento no sábado à tarde (20h em Brasília) à polícia de Los Angeles, o médico de Michael Jackson, Conrad Murray, foi retirado da lista de suspeitos pela morte do rei do pop .

De acordo com o Los Angeles Times, o depoimento não sugeriu que ele teria cometido algum crime. O jornal citou uma fonte próxima às investigações da polícia e disse que o testemunho de Murray não revelou nenhum sinal vermelho indicando algum delito que possa ter causado a morte do cantor.

Os investigadores disseram que não há possibilidade de o médico ser suspeito e ele continua sendo uma testemunha , explicou um porta-voz dos advogados que representam Murray em comunicado divulgado no sábado.

Murray, que acompanhou Jackson na ambulância desde a casa até o hospital, ajudou a polícia a indentificar as circunstâncias da morte... e esclareceu algumas inconsistências , segundo comunicado da companhia de advogados Stradley Chernoff & Alford.

O segundo encontro entre a polícia e Murray durou três horas.

Também no sábado, o conselheiro da Casa Branca, David Axelrod, disse a NBC que o presidente Barack Obama estaria escrevendo uma carta para a família de Jackson expressando suas condolências.

A família de Jackson pedira uma segunda autópsia além da oficial, conduzida na sexta-feira, em meio a notícias sobre a dependência do cantor de remédios prescritos.

Em entrevista publica pelo Times of London, a babá dos filhos de Jackson, Grace Rwaramba, falou sobre o vício em medicamentos do cantor e disse ter recebido uma ligação da mãe dele, no dia seguinte após a morte, perguntando onde o cantor guardava o dinheiro.

Grace, 42 anos que havia sido demitida pelo cantor contou que Jackson era viciado em remédios. Ao falar de seu estado desleixado ultimamente, contou ter testemunhado o abuso de drogas por ele.

Sempre comia muito pouco e misturava demais. Tive de massagear seu estômago muitas vezes, porque sempre misturava muito. Houve um período em que ficou tão mal que eu não deixava as crianças vê-lo.

A ex-mulher Lisa Prestley, filha de Elvis, contou que ao conversar com Jackson sobre as circunstâncias da morte de seu pai, 14 anos atrás, o rei do pop já havia expressado medo de acabar como ele .