Líderes da Alba viajam à Nicarágua para analisar golpe em Honduras

Agência ANSA

CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou hoje que a Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) realizará uma cúpula extraordinária para analisar a situação em Honduras, onde o presidente foi retirado à força do país por militares nesta madrugada.

- Antes que o sol se ponha neste domingo estaremos reunidos em Manágua, Nicarágua, os presidentes do Equador, Rafael Correa, da Nicarágua, Daniel Ortega, da Bolívia, Evo Morales, e possivelmente de Cuba, Raúl Castro - além do próprio Chávez, conforme ele mesmo anunciou.

O grupo também é formado pelos governos de Dominica, São Vicente e Granadinas e Antígua e Barbuda.

Segundo informações da imprensa, o governo venezuelano enviou um avião à Costa Rica, onde se encontra Manuel Zelaya, para levá-lo à Nicarágua.

- O governo venezuelano enviou um avião ao solo costarriquense para levar o presidente Zelaya a uma reunião extraordinária da Alba em Manágua - contou o vice-ministro da Segurança da Costa Rica, José Torres.

Em Manágua, de acordo com o governo da Guatemala, também ocorrerá hoje a reunião do Sistema de Integração Centro-Americano (Sica). O encontro inicialmente estava previsto para amanhã, mas teria sido antecipado pelo presidente nicaraguense.

Em Montevidéu, no Uruguai, os embaixadores da Alba repudiaram o golpe de Estado em Honduras e enfatizaram que seus governos não reconhecerão nenhuma outra autoridade.

Os embaixadores pediram à comunidade internacional que "repudiem esta ruptura da ordem constitucional democrática, assim como toda ação violenta e desestabilizadora contra o povo e governo hondurenhos, que é uma afronta a todos os povos da América Latina e Caribe".

Zelaya foi retirado de sua casa na madrugada de hoje e levado por militares à Costa Rica. A ação foi considerada por diversos países como um golpe de Estado, enquanto o Congresso afirma que o mandatário violou o estado de direito.

O governo hondurenho enfrentava nos últimos dias uma crise interna devido a uma proposta de reformar a Constituição do país. Hoje deveria ocorrer uma consulta popular sobre a reforma, que era considerada ilegal pelo Legislativo e Judiciário do país.