Chile pede a 'imediata restituição' de presidente hondurenho

Agência ANSA

SANTIAGO - O governo do Chile condenou energicamente hoje o golpe de Estado ocorrido em Honduras contra o presidente Manuel Zelaya, preso e enviado à Costa Rica por oficiais militares.

Em um comunicado, o Palácio de La Moneda pediu a "imediata restituição do presidente José Manuel Zelaya, eleito de forma legítima pelo povo".

A nota diz ainda que "a tentativa de golpe de Estado em Honduras violenta a ordem constitucional e contraria de maneira flagrante as disposições da Carta da OEA e suas instituições fundamentais".

"O governo do Chile exige o restabelecimento da democracia em Honduras", afirma o texto. Zelaya foi preso na madrugada deste domingo em sua residência, situada na capital Tegucigalpa.

A ordem de captura do mandatário foi emitida pela Corte Suprema de Justiça, entidade que é contra a consulta popular que ocorreria hoje no país, impulsionada pelo governo, para saber se a população seria favorável à realização de um referendo em novembro sobre a formação de uma Assembleia Constituinte.

Embora a Justiça e o Legislativo tenham considerado o pleito inconstitucional, o governo levou a votação adiante e algumas pessoas chegaram a sufragar.

Durante a última semana, quando crescia a tensão política em Honduras, o ex-presidente cubano Fidel Castro publicou um artigo no qual comparou a situação de Zelaya ao golpe de Estado que, em 11 de setembro de 1973, culminou na destituição e na morte do então presidente chileno, Salvador Allende. O mandatário hondurenho tem mandato a cumprir até janeiro de 2010.