Agência ANSA
SÃO PAULO - Representantes dos países da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) promovem a partir desta terça-feira um seminário para analisar os avanços, as dificuldades e as formas de enfrentar a violência contra as mulheres na região.
O encontro, chamado "Segurança humana: políticas de prevenção, atenção e proteção da violência contra as mulheres", foi inaugurado hoje em Santiago pela ministra chilena do Serviço Nacional da Mulher, Laura Albornoz.
Durante o seminário, que será realizado até quinta-feira, a representante do Sistema de Registro Nacional em Violência Familiar e Sexual do Peru, Olga Miranda, abordará a "intervenção governamental na violência sexual".
Além disso, especialistas analisarão a legislação internacional existente e as leis de violência familiar na Venezuela e no Chile, entre outros temas.
Segundo a Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal), 52,3% das mulheres bolivianas admitem sofrer violência física, enquanto 53,8% assinalam que já foram vítimas de violência emocional.
Na Colômbia, 65,7% das mulheres dizem sofrer violência emocional; no Peru, esta porcentagem sobe para 68,2%; no México, são 38,4%; e na República Dominicana, 67,5%.
Em relação à agressão física, 39% das colombianas e 42,3% das peruanas disseram sofrer esse tipo de violência.