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Netanyahu: Egito pede isolamento e palestino fala em "paz arruinada"

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JB Online

DA REDAÇÃO - Considerado histórico - pela primeira vez Israel fala em Estado palestino soberano, o discurso do premiê israelense Benjamin Netanyahu causou diversas reações em todo o mundo. Enquanto países do Ocidente, como a França e os EUA, se manifestaram positivamente - Obama classificou como um "importante passo à frente", a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e a corrente radical islâmica, o Hamas, chegaram a se refeir às palavras do líder israelense como uma "bofetada na cara". Nesta segunda, novas autoridades do Oriente Médio reagiram negativamente ao pronunciamento desse domingo de Israel. O assessor do presidente palestino, Mahmoud Abbas, conclamou as potências mundiais a isolarem Israel. Por sua vez, o presidente egípicio, Hosni Mubarak, disse que o pedido aos palestinos para reconhecerem o caráter judeu do Estado de Israel "arruina as possibilidades de paz" na região.

- O pedido de reconhecimento de Israel como Estado judeu complica mais as coisas. Ninguém apoiará este pedido, nem o Egito, nem nenhum outro lado - declarou o presidente do Egito.

As exigências duras de Netanyahu também não foram bem recebidas pelas autoridades palestinas. Um assessor de Mahmoud Abbas disse nesta segunda que as potências mundiais devem isolar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Os palestinos ficaram insatisfeitos com as demandas do premiê israelense, entre elas de reconhecer Israel como um Estado judeu e de não acatar o pedido do presidente dos EUA, Barack Obama, de acabar com o avanço dos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada.

- A comunidade internacional deve confrontar essa política, com a qual Netanyahu quer matar qualquer chance de paz - disse à Reuters o conselheiro de Abbas Yasser Abed Rabbo.

- Os países devem isolar e confrontar essa política que Netanyahu está adotando e colocar pressão sobre ele para que cumpra a legitimidade internacional e o mapa para o caminho da paz - acrescentou Rabbo, citando um plano de paz de 2003 patrocinado pelos EUA.

Em seu discurso, Netanyahu exigiu que Jerusalém seja reconhecida como capital de Israel - contrariando o desejo dos palestinos sobre a cidade - e afirmou que Israel nunca irá remover os assentamentos da Cisjordânia.

EUA e União Europeia consideram "passo certo"

A discurso de Netanyahu pediu aos palestinos que retornem às negociações de paz com Israel imediatamente, foi vista pela Casa Branca como um "importante passo à frente" para a implementação da paz desejada por Obama. A União Europeia considerou 'um passo na direção certa'.

O negociador palestino Saeb Erekat disse que os mediadores devem contestar Netanyahu sobre se ele está disposto a lidar com questões territoriais, como a disputa de fronteiras, Jerusalém e os assentamentos.

- Netanyahu está falando em negociar sobre cantões - o cantão do Estado da Palestina, com uma bandeira e um hino, um Estado sem fronteiras, sem soberania, sem uma capital - disse Erekat.

O conselheiro para Segurança Nacional de Israel, Uzi Arad, disse à Rádio Israel: 'Eles (palestinos) estão dizendo isso porque perceberam que os governos anteriores (de Israel) não fizeram nenhum acordo efetivo, e não estabeleceram as condições de uma forma categórica.'