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Autoridade Nacional Palestina condena discurso

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Jornal do Brasil

DA REDAÇAO - A Autoridade Nacional Palestina (ANP) condenou, nesse domingo, o discurso do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e rejeitou todas as condições que ele colocou para solucionar o conflito do Oriente Médio.

Não estamos surpresos com o que disse, mas ao mesmo tempo condenamos todas suas declarações afirmou o negociador-chefe da ANP, Saeb Erekat.

Segundo o negociador, Netanyahu não reconheceu o problema dos refugiados, nem a solução de dois Estados para dois povos, e se limitou a pôr condições impossíveis .

Todas essas condições prévias são inaceitáveis para nós assegurou Erekat, para quem o primeiro-ministro israelense não tratou com profundidade nenhuma as questões do estatuto final que é preciso ser negociado.

Erekat respondeu a Netanyahu minutos depois de o premiê terminar um discurso em que condicionou qualquer solução ao conflito ao reconhecimento de Israel como lar nacional judeu e à desmilitarização do futuro Estado palestino.

Já Rafik al-Husseini, chefe de gabinete do presidente da ANP, Mahmoud Abbas, assegurou que com o discurso, Netanyahu declarou guerra aos palestinos e ao mundo inteiro .

O que fez é negar os princípios que a comunidade internacional considera básicos para conseguir uma solução pacífica entre israelenses e palestinos comentou.

Obama

O presidente americano, Barack Obama, saudou nesse domingo o discurso do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no qual aceitou a proposta de criação de um Estado palestino independente, descrevendo-o como importante passo à frente .

O presidente saúda o importante passo à frente dado no discurso do primeiro-ministro Netanyahu disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs. O presidente está engajado com dois Estados, um judaico em Israel e uma Palestina independente, na terra pátria histórica dos dois povos. Ele acredita que essa solução pode e deve garantir tanto a segurança de Israel quanto a realização das legítimas aspirações dos palestinos por um Estado viável, e saúda o endosso dessa meta pelo primeiro-ministro Netanyahu.

A inversão da posição de Netanyahu em relação ao Estado palestino parece ser uma tentativa de pôr fim à maior diferença nas relações Estados Unidos-Israel em uma década. Mas outros atritos parecem prováveis devido à sua recusa em ceder com relação aos assentamentos.