Agência AFP
DA REDAÇAO - O candidato derrotado por Mahmoud Ahmadinejad na disputa pela presidência do Irã teria sido preso neste sábado, segundo informações do jornal israelense Haaretz. Mirhoussein Mousavi acusou o ultraconservador Ahmadinejad de fraudar as eleições realizadas na sexta-feira. De acordo com a publicação, uma fonte não-oficial afirmou que Mousavi foi preso a caminho da casa do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. No entanto, o Haaretz não informa o motivo da suposta prisão.
Antes do anúncio oficial do resultado - que deu 62% de votos a Ahmadinejad -, o ex-primeiro-ministro iraniano disse que era o "vencedor" e que muitos eleitores não puderam votar mesmo com a prorrogação do horário de votação em quatro horas. O candidato independente pró-reformista assegurou que as pesquisas de boca-de-urna davam a ele ampla vitória que evitaria um segundo turno. Os partidários de Moussavi asseguram que ocorreu uma grande fraude que "roubou" a vitória de seu candidato.
Ahmadinejad, que assumiu o poder em 2005 com a promessa de restabelecer os valores da revolução islâmica de 1979, disse que a eleição foi "livre e saudável", rejeitando as alegações de irregularidades feitas por seu adversário. Partidários de Mousavi entraram em choque com a polícia em várias regiões em Teerã durante a madrugada de sábado.
Mais cedo, Mousavi denunciou "claras e numerosas irregularidades", que colocam o Irã diante de um "panorama perigoso", mas pediu à população que mantenha a calma e evite a violência. "As irregularidades na eleição presidencial foram muito graves e vocês têm razão de se sentir prejudicados, mas peço a todos que não agridam qualquer indivíduo ou grupo e que não percam o sangue-frio, evitando toda ação violenta", disse.